CST - Código de Situação Tributária
Resumo: O CST (Código de Situação Tributária) é um código de três dígitos utilizado na nota fiscal para identificar a origem da mercadoria e a forma como ela será tributada pelo ICMS. Composto por uma combinação da origem do produto (primeiro dígito) e o regime de tributação (dois últimos dígitos), o CST é exclusivo para empresas do Lucro Real e Lucro Presumido, enquanto o CSOSN é utilizado pelo Simples Nacional. A escolha correta do CST é vital para o compliance fiscal e para o aproveitamento de créditos tributários.
Neste guia completo, explicamos como dominar a tabela do Código de Situação Tributária:
Você já ouviu falar sobre o CST – Código de Situação Tributária? Esse é um componente essencial para empresas brasileiras, especialmente aquelas que lidam com produtos e operações sujeitas ao ICMS e IPI. Entretanto, ainda surgem muitas dúvidas sobre o uso do CST.
Usar corretamente o CST corretamente é essencial para cumprir as obrigações fiscais e evitar problemas como recolhimento incorreto de impostos, multas e prejuízos para a empresa. Por isso, entender seu significado e estrutura pode fazer toda a diferença na gestão fiscal e financeira do negócio.
Quer entender melhor o que é e como identificar o Código de Situação Tributária? Confira logo a seguir!
O Código de Situação Tributária (CST) é um conjunto de códigos utilizado no Brasil para classificar a origem e a tributação de produtos e serviços no âmbito do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Ele é fundamental para empresas no preenchimento de notas fiscais, uma vez que define como cada item será tributado, de acordo com sua natureza e as características da operação.
O CST – Código de Situação Tributária é amplamente utilizado na emissão de Nota Fiscal Eletrônica, sendo essencial para classificar corretamente os produtos e aplicar a tributação de forma adequada. Afinal, esse é o código que permite identificar a origem e a forma de tributação aplicável a cada item descrito na nota fiscal, garantindo que a empresa esteja em conformidade com a legislação tributária.
Na prática, ele garante que:
O CST – Código de Situação Tributária é composto por três dígitos, sendo que cada um tem um significado específico:
Veja só as tabelas do CST:
0 — Nacional: exceto as indicadas nos códigos 3, 4, 5 e 8;
1 — Estrangeira: importação direta, exceto a indicada no código 6;
2 — Estrangeira: adquirida no mercado interno, exceto a indicada no código 7;
3 — Nacional: mercadoria ou bem com conteúdo de importação superior a 40% e inferior ou igual a 70%;
4 — Nacional: cuja produção tenha sido feita em conformidade com os processos produtivos básicos de que tratam o Decreto-Lei n.º 288/1967, e as Leis n.º 8.248/1991, 8.387/1991, 10.176/2001 e 11.484/2007;
5 — Nacional: mercadoria ou bem com Conteúdo de Importação inferior ou igual a 40%;
6 — Estrangeira: importação direta, sem similar nacional, constante em lista de Resolução Camex e gás natural;
7 — Estrangeira: adquirida no mercado interno, sem similar nacional, constante em lista de Resolução Camex e gás natural;
8 — Nacional: mercadoria ou bem com Conteúdo de Importação superior a 70%.
00 — Tributada integralmente;
10 — Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária;
20 — Com redução de base de cálculo;
30 — Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária;
40 — Isenta;
41 — Não é tributada;
50 — Suspensão;
51 — Diferimento;
60 — ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária;
70 — Com redução de base de cálculo e cobrança do ICMS por substituição tributária;
90 — Outras.
0 — Entrada com Recuperação de Crédito;
1 — Entrada Tributável com Alíquota Zero;
2 — Entrada Isenta;
3 — Entrada Não-Tributada;
5 — Entrada com Suspensão;
49 — Outras Entradas;
50 — Saída Tributada;
51 — Saída Tributável com Alíquota Zero;
52 — Saída Isenta;
53 — Saída Não-Tributada;
54 — Saída Imune;
55 — Saída com Suspensão;
99 — Outras Saídas.
Para identificar o Código de Situação Tributária de um produto, é preciso analisar o tipo de operação e a origem do produto. Conforme acabamos de ver, cada código é específico para uma combinação de fatores – como a origem do item e as regras de tributação aplicáveis.
Veja só como fazer essa identificação:
Já vimos que o primeiro dígito do CST indica a origem da mercadoria, que pode ser nacional ou estrangeira, certo? Essa é a primeira informação que deve ser conferida para identificar o código correto.
Os dois últimos dígitos do CST indicam como a mercadoria será tributada. Isso depende de fatores como isenção, alíquotas aplicáveis, substituição tributária, entre outros.
Em alguns casos, a legislação local do ICMS influencia o código a ser utilizado. Por exemplo, estados podem ter alíquotas específicas e incentivos fiscais para determinados produtos e operações.
Para evitar erros, consulte uma tabela oficial de CST, que traz os códigos específicos de acordo com a origem e a tributação. Além disso, muitos sistemas de gestão fiscal e ERPs também oferecem integração com essas tabelas, facilitando a aplicação dos códigos.
Erros no CST podem gerar uma série de problemas fiscais, financeiros e operacionais para empresas, pois afetam diretamente a tributação na emissão de notas fiscais. Confira as principais complicações que podem surgir:
O uso correto do CST é crucial para garantir conformidade fiscal e otimizar a gestão tributária. Compreender e aplicar os códigos de forma adequada ajuda a evitar erros, reduzir riscos de penalidades e manter uma gestão financeira mais eficiente e alinhada às exigências legais.
Você gostou de saber mais sobre o CST – Código de Situação Tributária? Quer aumentar a eficiência na emissão de NFe? Venha descobrir quais os riscos do processo manual e como evitar problemas!
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