Os sistemas ERP foram apresentados ao mundo em meados dos anos 90, e apareceram como a solução para centralizar toda informação que vivia espalhada por diversas áreas das empresas e que por fim, acabavam se perdendo.

Quase 20 anos depois, é seguro afirmar que os ERPs cumpriram e cumprem seu papel na racionalização da informação, trazendo maior controle para o negócio com a retenção da informação.

Como nem tudo são flores, essa centralização de informações – que são geradas em fontes tão diferentes – só foi possível através do uso contínuo de consultoria para gerenciar os processos e extensivas customizações que afastaram cada vez mais o chamado “core” do ERP, da sua utilização final. É comum encontrarmos empresas que gastam 10 vezes mais com a manutenção do ERP do que foi gasto na sua implantação.

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O ERP de hoje centraliza um número imenso de informações, que algumas vezes seriam inclusive melhor utilizadas se mantivessem-se em seus locais de origem, sem a preocupação e os percalços da centralização e do (falso) controle exercido pelo ERP.

Segundo previsões da Gartner, nos próximos 10 anos o ERP de hoje será conhecido como ERP legado, e viveremos a migração para um modelo “hub and spoke”, onde o ERP (hub) continuará exercendo sua função centralizadora, mas com muito mais abertura para sistemas focados em áreas e processos específicos do negócio (spokes) que não podem e nem devem ser controlados exclusivamente pelo ERP, como é o caso de sistemas CRM, e-commerce, fiscal, POS, Folha de Pagamento e etc.

Para possibilitar esse tipo de arquitetura os provedores dos sistemas ERP devem flexibilizar suas interfaces de entrada e saída de dados, considerando inclusive que muitos desses sistemas satélites rodarão na nuvem. SAP, com a aquisição da SuccessFactors (RH) e Ariba (3party billing) e Oracle, com a aquisição da Taleo (RH) e RightNow (CRM) já entenderam o recado e organizam sua briga pelo mercado de soluções complementares – na nuvem.

Alessandra

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